Recentemente, o diretor da Paso Al Cielo, Felipe Badotti, participou de uma live promovida pelo SESF-RS (Sindicato dos Estabelecimentos Funerários do Rio Grande do Sul), em uma conversa sobre os caminhos do setor funerário, as transformações pelas quais os cemitérios vêm passando e as novas possibilidades para a construção de espaços de memória.
Ao longo da conversa, Felipe compartilhou experiências profissionais, falou sobre inovação no setor cemiterial, apresentou diferentes possibilidades de memorialização e também contou um pouco sobre seu livro, Além do Funeral, obra que reúne reflexões sobre o mercado funerário e sobre as transformações que estão acontecendo nesse segmento.
A participação também trouxe um olhar para experiências internacionais, especialmente para o Japão, país que possui uma relação bastante particular com a memória, os espaços cemiteriais e as diferentes formas de homenagear e preservar a história das famílias.
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Novas formas de pensar a memorialização
Um dos assuntos abordados durante a live foi a necessidade de ampliar as possibilidades de memorialização dentro dos cemitérios.
Para Felipe, observar outras culturas e mercados permite perceber que existem diferentes maneiras de preservar a memória de uma pessoa e manter sua história próxima da família. No Japão, por exemplo, existem diferentes modelos de espaços destinados à guarda das cinzas e à preservação das lembranças, incluindo soluções que valorizam a privacidade e outras que permitem maior personalização.
Essa experiência também ajuda a pensar em como os cemitérios brasileiros podem oferecer novas alternativas para as famílias.
É nesse contexto que entram os novos relicários da Paso Al Cielo, desenvolvidos para ampliar as possibilidades de personalização dos espaços de memória.
Os relicários possuem frente em vidro, que pode ser espelhado ou com película, para quem busca maior privacidade, ou transparente, que permite maior personalização. Um altar de oração, fotografias, imagens, objetos e outras lembranças podem fazer parte desse espaço, de acordo com as escolhas de cada família.
A proposta é criar um local em que a memória possa ser preservada de maneira mais pessoalizada, permitindo que elementos importantes da história familiar sejam preservados e permaneçam junto ao espaço de homenagem.
O legado da família dentro do cemitério
A conversa também trouxe uma reflexão importante sobre o papel dos cemitérios na preservação da memória.
Ao longo do tempo, esses espaços passaram a incorporar novas necessidades e novas formas de se relacionar com a saudade daqueles que partiram. A memorialização deixa de estar restrita apenas à identificação de uma pessoa e passa a considerar também sua história, seus vínculos e os elementos que representam sua trajetória.
Os relicários desenvolvidos pela Paso Al Cielo partem justamente dessa possibilidade. Eles permitem que diferentes elementos possam ser reunidos em um mesmo espaço, criando uma conexão mais pessoal entre a família e o local de memória.
Essa transformação acompanha uma mudança mais ampla no próprio setor funerário: a busca por ambientes que sejam capazes de acolher diferentes formas de luto, homenagem e preservação de histórias.
Além do Funeral: reflexões sobre um setor em transformação
Durante a live, Felipe Badotti também falou sobre seu livro, Além do Funeral.
A obra nasce da experiência de quem acompanha de perto o setor funerário há mais de duas décadas e busca ampliar a discussão sobre um mercado que está passando por mudanças importantes. O próprio título propõe uma reflexão sobre aquilo que existe para além do momento do funeral e sobre as diversas dimensões que envolvem a morte, a memória, as famílias e os serviços funerários.
Falar sobre o futuro do setor significa, portanto, olhar para diferentes aspectos dessa atividade: a experiência das famílias, a transformação dos cemitérios, a criação de novos produtos e serviços, a sustentabilidade, a tecnologia e as novas formas de memorialização.
É uma discussão que também está diretamente relacionada ao trabalho desenvolvido pela Paso Al Cielo.
Inovação para os cemitérios
A participação de Felipe na live também reforça uma das ideias que orientam a atuação da Paso Al Cielo: inovar no setor cemiterial significa compreender os desafios reais dos empreendimentos e buscar soluções capazes de acompanhar as novas necessidades.
Essa inovação pode estar presente na construção e no aproveitamento do espaço, nas soluções tecnológicas desenvolvidas especificamente para cemitérios e também na criação de novas possibilidades para as famílias.
A experiência internacional apresentada por Felipe mostra justamente como observar outros mercados pode contribuir para ampliar a visão sobre o futuro dos cemitérios. Cada cultura possui suas próprias formas de lidar com a morte e com a memória, mas existe uma necessidade comum: preservar histórias e criar espaços onde as famílias possam manter seus vínculos e lembranças.
Um olhar para o futuro do setor funerário
A live do SESF-RS foi também uma oportunidade para discutir como o setor funerário pode se preparar para as transformações que já estão acontecendo.
Novos modelos de cemitérios, diferentes formas de memorialização, tecnologias construtivas, sustentabilidade e personalização são temas que passam a fazer parte de uma discussão cada vez mais ampla sobre o futuro do segmento.
Para a Paso Al Cielo, participar desse debate significa contribuir para a construção de um setor mais inovador e preparado para novas demandas, sempre considerando a importância humana que existe por trás de cada empreendimento cemiterial.
A participação de Felipe Badotti no encontro mostra que falar sobre inovação em cemitérios também é falar sobre pessoas, histórias e memória.
E talvez seja justamente esse o ponto central de olhar além do funeral: compreender que o relacionamento com a memória continua depois da despedida e que os espaços cemiteriais também podem acompanhar essa transformação, oferecendo novas formas de preservar, homenagear e manter vivos os legados familiares.
